De olho nas estrelas: Alexandre Andrade localiza ‘asteroides provisórios’


Alexandre Andrade localiza ‘asteroides provisórios’

Alexandre Andrade de Almeida, aluno do 9º ano do Ensino Fundamental, acaba de receber uma excelente notícia: dois dos nove asteroides preliminares que descobriu no desafio Caça Asteroides – iniciativa da International Astronomical Search Collaboration (IASC), programa de ciência cidadã da National Aeronautics and Space Administration (NASA), em uma parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) – passaram para a categoria provisório. Sabe o que isso representa?

Em alguns anos, o estudante poderá escolher o nome oficial dos dois asteroides, se o ineditismo for confirmado. Agora, os objetos encontrados por Alexandre serão catalogados na base de dados do Minor Planet Center (MPC), em Harvard, até que se tenha um elevado número de observações que permita determinar a sua órbita com precisão. O MPC é reconhecido pela International Astromonical Union (IAU), em Paris, como o repositório oficial mundial de dados sobre asteroides e cometas.

Depois da localização da órbita, o asteroide é numerado e catalogado pela IAU. Esse processo, desde a primeira detecção até o status de descoberta, pode levar de 6 a 8 anos. Somente depois o estudante poderá batizá-lo.

O programa internacional tem como objetivo encontrar novos corpos celestes no Sistema Solar. Para isso, é oferecido um pacote de imagens dos mais potentes telescópios do mundo pela IASC para que grupos de voluntários os identifiquem. Alexandre foi um desses colaboradores:

“Essa conquista representou o resultado de muito esforço. Nem todos os objetos encontrados são confirmados. São poucos que passam para o status de ‘provisório’. Quem sabe, no futuro, esses dois asteroides possam significar algo para o avanço da humanidade.”

De olho nas estrelas

A descoberta do jovem estudante de 14 anos não foi uma missão fácil. Alexandre participou sozinho da campanha internacional Caça Asteroides. Foram horas de observação dos objetos celestes em movimento em órbita até a identificação.

“Dediquei uma hora diária de pesquisa durante o mês de outubro de 2020 analisando os pacotes de imagens da IASC. Meu maior desafio foi não deixar a vista viciada e manter o olhar atento, pois existiam vários objetos, que não eram asteroides, e isso dificultou os trabalhos.”

O estudante revela grande interesse pela Astronomia e por todas as áreas do conhecimento. “Assim como as outras ciências, a Astronomia é essencial para compreender o mundo à sua volta. A resposta para tudo está na natureza. Não tenho uma área predileta, pois todas são importantes e gosto muito de estudar.”

Alexandre é aluno do Objetivo desde o 5º ano do Ensino Fundamental. Aos 10 anos, já era destaque em competições nacionais. Hoje suas conquistas somam 30 medalhas em competições de Matemática, Física, Química, Robótica, Medicina, Informática e Astronomia, além de ter, no ano de 2020/2021, a redação escolhida e publicada como uma das 20 melhores do Estado pela Olimpíada de Química do Estado de São Paulo.

Parabéns, Alexandre, pela conquista! Estamos na torcida!

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