Desafio OBSAT: Equipe do Objetivo é vice-campeã na modalidade Satélites e Inteligência Artificial


A Inteligência Artificial (IA) é uma área em ascensão que viabiliza inovações e melhorias para a sociedade. Agora, imagine usar IA associada a um satélite? Quantos benefícios proporcionaria à humanidade? A equipe Satscience Voyager-Cassini, formada por Alexandre Andrade de Almeida e Leonardo Martins Bueno Ferraro Galvão — alunos do Ensino Fundamental do Colégio Objetivo —, aceitou a missão e seu trabalho conquistou o segundo lugar na modalidade Satélites e IA, no desafio organizado pela Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT).

Promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), em parceria com a Agência Espacial Brasileira, a atividade integrou a programação da 17ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada de 17 a 23 de outubro, em versão on-line. Conforme o site do evento, este foi um desafio pontual e específico focado na SNCT. Não se trata, portanto, da edição oficial da OBSAT, que ocorrerá em 2021 e cujas inscrições serão abertas em breve.

“Ter conquistado uma colocação em um evento dessa magnitude foi surpreendente e ao mesmo tempo me estimula a participar de novos desafios. É muito bom ver nosso país criando meios de incentivar os jovens a expressarem a sua criatividade no campo das Ciências e em outras situações”, comenta Leonardo.

Participaram do desafio 114 equipes, com cerca de 500 estudantes divididos nas categorias Ensino Fundamental (séries finais), Ensino Médio, Técnico e Ensino Superior.

Conheça o projeto campeão

A dupla concorreu com o Projeto NDA — Nacional de Detecção de Acontecimentos. “Nos baseamos na questão da vigilância. Projetamos um conjunto de satélites equipados com sensores capazes de detectar no Brasil problemas ambientais, meteorológicos, entre outros. Eles enviam as informações diretamente para uma central do INPE, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, equipada com uma inteligência artificial. Em caso de alerta, a IA poderá acionar desde a Defesa Civil até autoridades, como prefeitos, governadores e o presidente da República”, explica Alexandre.

A atividade ocorreu totalmente a distância, por meio virtual, e consistiu em estudar e realizar pesquisas sobre a temática. A dupla comenta que enfrentou uma maratona para elaborar o trabalho no prazo de cinco dias estipulado pelos organizadores. “Foram dias de intensa pesquisa e estudo on-line para estruturar o projeto. Foi um desafio, pois se estivéssemos juntos fisicamente seria mais fácil. Discutir a distância toma sempre outra proporção”, comenta Leonardo.

Alexandre ressalta um ponto favorável verificado durante os estudos. “O bom é que com as plataformas de pesquisa achamos muitos dados sérios sobre os satélites que foram desenvolvidos no Brasil. Foi muito bom ter colocado em prática vários conceitos que aprendi em aulas curriculares e extracurriculares.”

Parabéns aos alunos do Colégio Objetivo!