17 de abril

  • Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária
Falecimento
Outros fatos


1790 — Morre Benjamin Franklin

Benjamin Franklin foi um dos líderes da Revolução Americana ocorrida em 1776 contra o domínio britânico. De ampla base popular, o movimento levou à independência as treze colônias britânicas dos Estados Unidos.

De origem modesta, Franklin nasceu em Boston, em 1706, e foi o 15º. filho de uma família de 20 crianças, cujo pai era um humilde fabricante de velas. Talvez por esse motivo, Benjamin Franklin tenha abandonado seus estudos regulares aos 12 anos, para começar a trabalhar como aprendiz na gráfica de seu irmão.

Apesar de pouco ter frequentado a escola, conta-se que sua inteligência tornou-o autodidata em línguas, ciências e filosofia, o que lhe conferiu maior facilidade na escrita, razão pela qual foi também jornalista e escritor.

Mas foi como estadista e cientista que sua genialidade se firmou. Entre inúmeras realizações, Franklin fundou a Sociedade Filosófica Americana — uma espécie de Academia Nacional de Ciências — e a primeira biblioteca pública norte-americana, a qual viria a ser mais tarde a Biblioteca da Pensilvânia, Estado em que atuou politicamente na Assembleia Geral. Também foi deputado pela Filadélfia.

Conhecido por suas iniciativas, ganhou notoriedade também como inventor, sendo a ele atribuída a criação do pararaios, do aquecedor a lenha (Franklin Stove) e das lentes bifocais, além de ter realizado estudos sobre eletricidade e meteorologia.


1958 — É inaugurada a Exposição Universal e Internacional de Bruxelas, a Expo 58

A Expo 58, também conhecida por Feira Mundial de Bruxelas e Exposition Universelle et Internationale de Bruxelles (Exposição Universal e Internacional de Bruxelas), ocorreu durante a Guerra Fria, entre 17 de abril a 19 de outubro.

Foi a primeira feira internacional realizada após a Segunda Guerra Mundial. Assim sendo, governos aliados da Europa Ocidental — França e Grã-Bretanha — aproveitaram para demonstrar seu sucesso pós-guerra, e países do eixo — Alemanha, Japão e Itália — procuraram renovar sua imagem internacional.

Os EUA apresentaram como tema “Negociações Não Concluídas”, em que trata, entre outas coisas, de questões sociais do país, inclusive da segregação. A URSS aproveitou para fazer propaganda de seus avanços tecnológicos, como o uso da energia atômica para fins pacíficos, bem como dos modelos de seus recém-lançados satélites Sputnik, que se tornaram muito populares, e os soviéticos usaram seu pavilhão para demonstração da alta tecnologia, a fim de tentar convencer o público de que uma URSS tecnológica e cientificamente superior em breve superaria os EUA.

Enfim, o que ficou transparente no meio de tanta exuberância apresentada na feira foi a tensão entre EUA e URSS, que utilizaram seus respectivos espaços para promover seus sistemas políticos opostos.

Clique aqui para ver imagens de Bruxelas


1964 — É instituído o Dia da Posse

O Dia da Posse Presidencial foi instituído pelo governo militar a partir da sucessão de Humberto Castello Branco, empossado em 15 de abril de 1964. Como, na época, a sucessão do poder se dava por um colegiado militar, Castello Branco passou o poder a Arthur da Costa e Silva, em 15 de março de 1967, que foi sucedido por Emílio Garrastazu Médici, que tomou posse em 30 de outubro de 1969 e passou o governo para Ernesto Geisel em 15 de março de 1974, sucedido por João Baptista Figueiredo em 15 de março de 1979, que, por sua vez, passou o governo para o primeiro presidente eleito após o governo militar, Tancredo Neves, que faleceu antes da posse.

Quem assumiu o posto foi José Sarney de Araújo Costa, em 15 de março de 1985. Em 15 de março de 1990, este último passou o governo para Fernando Collor de Mello, eleito diretamente, isto é, pelo voto popular. Collor renunciou em 29 de dezembro de 1992. A partir desse momento ficou instituída a posse presidencial em 1º. de janeiro, vigorando a data até hoje.

No Congresso tramita um projeto para que a cerimônia passe para 6 de janeiro. A justificativa para a mudança é que tal data não atrapalharia as festividades de fim do ano, que muitas vezes impede o comparecimento de autoridades estrangeiras.