28 de novembro

  • Dia do Soldado Desconhecido
Nascimento
Falecimento


1800 — Nasce Filipe Folque

Filipe Folque, general de divisão da arma de engenharia portuguesa, nasceu em Portalegre, Portugal, em 28 de novembro de 1800. Aos 20 anos, alistou-se como voluntário da Marinha e alguns meses depois, foi condecorado com a patente de 2º tenente.

Em 1826, concluiu o doutorado em matemática e foi nomeado ajudante do diretor de obras do Mondego. Em 1827, tornou-se auxiliar do Observatório Astronômico da Universidade de Coimbra.

Ingressou na Academia Real de Marinha, e, como físico, ajudou na construção do Observatório Astronômico de Lisboa; como militar, chegou ao cargo de General de Divisão das Armas de Engenharia.

Tornou-se sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, em 1834. Publicou cerca de sete livros. Faleceu em Lisboa, em 27 de dezembro de 1874.


1820 — Nasce Friedrich Engels

Friedrich Engels nasceu em Barmen, cidade da antiga Prússia. Filho de um rico industrial, com negócios na Alemanha e na Grã-Bretanha. Trabalhando em uma das fábricas do pai, em Manchester, na época centro da indústria inglesa, teve oportunidade de testemunhar as condições de vida miseráveis dos assalariados, experiência marcante que serviu de base para as reflexões desenvolvidas ao longo de toda a vida.

 

A partir dessa vivência, passou a estudar em profundidade a situação do operariado britânico, e a isso acrescentou ideias baseadas no estudo da filosofia de Friederich Hegel, principalmente sua lógica dialética. Mas ao contrário do idealismo de Hegel, Engels, juntamente com Karl Marx, preconizaram uma concepção materialista da realidade, isto é, o desenvolvimento da natureza, da matéria explica o desenvolvimento do espírito. “Do desenvolvimento das forças produtivas dependem as relações que se estabelecem entre os homens no processo de produção dos objetos necessários à satisfação das necessidades humanas. E são essas relações que explicam todos os fenômenos da vida social, as aspirações do homem, as suas ideias e leis. O desenvolvimento das forças produtivas cria relações sociais que se baseiam na propriedade privada, mas vemos hoje esse mesmo desenvolvimento das forças produtivas privar a maioria dos homens de toda a propriedade e concentrar esta nas mãos de uma ínfima minoria.” A partir desse princípio, desenvolveram uma teoria que propunha uma nova forma de conhecimento da realidade e de ação efetiva da classe trabalhadora.

Marx e Engels formularam o marxismo, também denominado strong>socialismo científicostrong> porque se baseia na análise histórica, concreta, da realidade. Esses pensadores consideravam que as péssimas condições de vida da classe operária seriam resultado do avanço do capitalismo industrial e da concentração da riqueza e do poder da burguesia. Acreditavam que a classe trabalhadora seria a única força capaz de construir uma nova sociedade, a strong>socialistastrong>.

strong>Alguns conceitos do marxismo:strong>

ul>li>strong>Luta de Classes:strong> constante oposição entre possuidores e despossuídos de riquezas. Burguesia x proletariado, senhores x escravos, senhores feudais x servos.li>li>strong>Força de Trabalho:strong> capacidade humana para o trabalho, qualificação profissional.li>li>strong>Meios de Produção:strong> elementos necessários para o exercício do trabalho: matéria-prima, terra, ferramentas, máquinas, energia, tecnologia.li>li>strong>Modo de Produção:strong> conjunto das relações econômicas e sociais de uma dada sociedade. Para o marxismo, a humanidade teria uma evolução histórica em etapas: comunismo primitivo, escravismo, feudalismo, capitalismo e comunismo.li>li>strong>Relações de Produção:strong> conjunto de relações entre os proprietários dos meios de produção e os trabalhadores; o tipo de propriedade e de trabalho que predomina em uma sociedade.li>ul>

Na obra de Marx e Engels, o comunismo seria a fase posterior ao socialismo, o último estágio da nova ordem socialista. Momento histórico em que a economia estaria desenvolvida a ponto de eliminar as desigualdades entre os povos e as nações.

A transição para o comunismo seria feita através da Revolução Socialista, que iria abolir a propriedade privada burguesa criando a Ditadura do Proletariado, segundo a qual a classe trabalhadora teria o controle do Estado e dos meios de produção.

 

strong>O que é comunismo?strong>

“Desde suas obras de juventude, Karl Marx já demonstrava uma preocupação com a impossibilidade de o homem realizar-se integralmente na sociedade de então. Observando ao seu redor, Marx percebia que a exploração à qual era submetida a maioria dos cidadãos não lhe permitia conseguir um desenvolvimento completo de suas personalidades. Além disso, o trabalho, da maneira como era estabelecido, não representava prazer para aquele que produzia; ao contrário, o trabalho era um jugo ao qual ele deveria se submeter para garantir sua subsistência.

 

O fruto de seu trabalho era-lhe algo distante, uma vez que não lhe pertencia; a maioria da população trabalhava, mas eram os donos do capital que se apropriavam do resultado desse trabalho.

Marx acreditava que aquela situação teria de chegar ao fim. Uma nova sociedade deveria surgir um dia, na qual todos os homens tivessem possibilidade de desenvolver plenamente todas as suas potencialidades, fossem elas no campo da arte, da ciência, do amor etc. Essa nova sociedade onde viveria um Homem Novo, um Homem Total, seria a sociedade comunista. Comunismo, para ele, era o estágio da sociedade humana no qual não mais existiriam exploradores e explorados, no qual a exploração do homem pelo homem tivesse chegado a seu fim. O ser humano, a sociedade e a natureza formariam um todo harmônico; o sonho do Homem Integral estaria realizado.

Acreditando ser esse o futuro da sociedade humana, Marx lutou sempre para conseguir acelerar o processo de passagem de uma sociedade onde os homens eram desumanamente explorados a uma outra onde todos teriam iguais possibilidades. Ele dedicou sua vida a analisar metódica e cientificamente a trajetória da Humanidade até o advento da sociedade capitalista, bem como os mecanismos internos de funcionamento desta, com o intuito de colaborar para que o homem chegasse o mais rapidamente possível à sociedade socialista, primeiro passo para se atingir o comunismo. (...)

Marx e Engels provam que é o homem, engajado num processo de produção material, quem faz a História da Humanidade. Nesse processo de produção, os homens ocupam lugares diferentes; historicamente podemos ver que uns foram escravos e outros senhores, uns nobres e outros servos, uns operários, outros patrões. Esses dois grupos, essas duas classes estão sempre em conflito e é esse conflito que faz mover a História; a luta de classes é o motor da História, dizia Marx.” 
(Spindel, Arnaldo. O que é comunismo. Coleção Primeiros Passos. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1981.)


1861 — Morre Manuel Antônio de Almeida

Manuel Antônio de Almeida, escritor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro, em 1831, filho de um casal de portugueses de origem humilde. Em 1855, Manuel concluiu o curso de Medicina, mas nunca exerceu a profissão.

 

Ficou conhecido principalmente pelo romance Memórias de um Sargento de Milícias, publicado pela primeira vez no suplemento literário A Pacotilha, entre 1852 e 1853. A obra seria transformada em livro apenas no ano seguinte. Escreveu também alguns poemas, crônicas, uma peça teatral e algumas traduções.

 

Trabalhou como jornalista no Correio Mercantil e como funcionário público na Tipografia Nacional. Candidatou-se ao cargo de deputado provincial; mas, ao dirigir-se a Campos em viagem eleitoral, faleceu no naufrágio do vapor Hermes, em 28 de novembro de 1861.


1958 – Morre Olegário Mariano

Olegário Mariano Carneiro da Cunha foi poeta, político e diplomata. Filho do herói abolicionista José Mariano da Cunha e de Olegária Carneiro da Cunha, nasceu em 24 de março de 1889, em Recife (PE).

Passou a infância e a adolescência em sua cidade natal, mas, após concluir o ensino secundário, rumou para o Rio de Janeiro, onde obteve acesso às rodas literárias de poetas como Olavo Bilac, Coelho Neto e Martins Fontes, entre outros.

Em 1911, aos 22 anos, publicou sua primeira obra poética, Angelus, com características simbolistas. Também escreveu — durante anos — crônicas para as revistas Careta e Para todos, sob o pseudônimo de João da Avenida. Além de escritor, foi inspetor de colégio, censor de teatro, deputado e embaixador do Brasil em Portugal (1953-1954), entre outras funções.

Em reconhecimento ao seu talento, foi nomeado Príncipe dos Poetas Brasileiros, honraria esta antes entregue a apenas dois escritores, Olavo Bilac e Alberto de Oliveira. Além disso, Olegário foi o terceiro ocupante da cadeira 21 na Academia Brasileira de Letras.

O autor morreu em 28 de novembro de 1958, na cidade do Rio de Janeiro.


1975 — Morre Érico Veríssimo

O escritor Érico Veríssimo nasceu em 17 de dezembro de 1905, na cidade de Cruz Alta, Rio Grande do Sul. Um dos escritores mais populares do século 20. Seus livros foram traduzidos para vários idiomas, tornando-o um dos autores brasileiros mais lidos do mundo.

 

Embora tenha nascido em uma família tradicional gaúcha, Érico não teve grandes privilégios. Uma crise financeira familiar o fez largar os estudos e iniciar cedo sua vida profissional. Trabalhou em um armazém e depois em um banco.

 

Com o dinheiro que ganhou, decidiu investir na sociedade de uma farmácia, mas o negócio não deu certo, e Érico acabou optando por montar uma escola de idiomas. A convivência com estudantes e intelectuais da época estabeleceu um contato mais próximo com suas duas paixões: arte e literatura.

 

Em viagens a Porto Alegre, fez amizade com jornalistas da revista Madrugada. Esses, por sua vez, promoveram a publicação dos contos e ilustrações de Veríssimo nos jornais Correio do Povo e Diário de Notícias.

 

Em 1930, se mudou para Porto Alegre, onde passou a conviver com escritores de renome e assumiu o cargo de secretário de redação da Revista do Globo. Nessa década, publicou as obras Fantoches, Clarissa e Caminhos Cruzados, entre outras. Também escreveu livros infantis, como As Aventuras do Avião Vermelho e Aventuras de Tibicuera, e criou o programa infantil Clube dos Três, na Rádio Farroupilha.

 

Em 1941, foi convidado pelo Departamento de Estado Americano para proferir conferências em várias cidades dos Estados Unidos. Inspirado por sua experiência no exterior, escreveu a obra Gato Preto em Campo de Neve.

 

De volta ao Brasil, não se adaptou ao cenário político nacional — ditadura Vargas — e retornou aos EUA, juntamente com sua família, para lecionar Literatura Brasileira na Universidade da Califórnia. Foi agraciado com o título de doutor honoris causa do Mills College, de Oakland, e teve alguns de seus volumes editados naquele país. Entre idas e vindas ao Brasil, escreveu diversas obras como O Tempo e o Vento (1947), O Senhor Embaixador (1965), O Prisioneiro (1967) e Incidente em Antares (1971), algumas delas adaptadas para a televisão.

 

O reconhecimento de seu trabalho veio por meio de prêmios como: Graça Aranha (1954), por Caminhos Cruzados; Machado de Assis (1954), pelo conjunto de sua obra; e Jabuti (1965), pelo livro O Senhor Embaixador.

 

Em 28 de novembro de 1975, aos 69 anos, morreu vítima de infarto, na cidade Porto Alegre.