29 de janeiro

  • Dia do Jornalista
Falecimento


1905 – Morre José Carlos do Patrocínio

José Carlos do Patrocínio foi jornalista, orador, poeta e romancista. Casado com Maria Henriqueta de Sena, com quem teve um filho, ficou conhecido por sua luta e dedicação em prol da liberdade dos escravos, sendo chamado de “Tigre do Abolicionismo”.

Filho de um padre e uma escrava, Patrocínio nasceu em Campos (RJ) em 9 de outubro de 1853. Durante a infância na fazenda do pai, pôde acompanhar o drama da escravidão, fato que o motivou, anos mais tarde, a abraçar a causa abolicionista.

Quando completou 14 anos, foi morar na cidade do Rio de Janeiro, onde conseguiu um emprego de servente de pedreiro na Santa Casa. Com o dinheiro ganho, completou os estudos e ingressou na Faculdade de Medicina, formando-se em Farmácia. No entanto, tudo indicava que sua verdadeira vocação era o jornalismo e, em 1875, foi trabalhar no quinzenário Os ferrões.

Em 1881, com a ajuda do sogro, comprou o jornal a Gazeta da Tarde, veículo no qual expressou livremente suas ideias abolicionistas. Dois anos depois, fundou a Confederação Abolicionista, entidade que promovia debates sobre o fim da escravidão e apoiava escravos em fuga. Em setembro de 1887, Patrocínio deixou a Gazeta e passou a dirigir o periódico A Cidade do Rio, também voltado à causa abolicionista.

Após o fim da escravidão (1888) e o advento da República (1891), o jornalista foi deportado para Cacuí, no Amazonas, como consequência de sua declaração pública de oposição ao então presidente, Floriano Peixoto — conhecido como “Marechal de Ferro”.

José Carlos morreu em 29 de janeiro de 1905, aos 51 anos. Escreveu, entre outras, as obras Os retirantes (1879), Manifesto da Confederação Abolicionista (1883), Pedro Espanhol (1884) e Mota Coqueiro (1887). Também foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.