15 de novembro

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Falecimento
Outros fatos


1853 — Morre D. Maria II

Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Luíza Gonzaga de Bragança e Áustria, ou simplesmente D. Maria II, nasceu no Rio de Janeiro em 4 de abril de 1819. Era filha do então imperador do Brasil, D. Pedro I.

 

D. Maria II tornou-se rainha de Portugal em 1826, com apenas sete anos de idade, após seu pai abdicar o trono. Para garantir o reinado, fora prometida em casamento ao seu tio, D. Miguel, até que tivesse idade para assumir o país. Dois anos depois, a nova rainha foi enviada à Europa, para lutar por seus direitos ao trono.

 

Em setembro de 1834, com o fim da Guerra Civil, aos 15 anos de idade, D. Maria II assume o poder de Portugal. Seu reinado deu-se em um período conturbado da história, em que ocorreram a Guerra Civil, a Revolução de Setembro, a Revolta dos Marechais, entre outras.

 

Nem só de coisas ruins, no entanto, é lembrado seu reinado. Ela soube valorizar a educação e foi responsável pela criação de escolas primárias, pela fundação de escolas médicas, instituto agrícola e conservatório musical.

 

Morreu no parto de seu décimo primeiro filho, em Lisboa, no dia 15 de novembro de 1853.


1889 — É proclamada a República no Brasiltou

img class="fotoesquerda" alt="Proclamação da República" src="arquivo/efemerides/1511_proclamacao_republica.jpg" /> A República foi proclamada em 15 de novembro de 1889 pelo marechal Deodoro da Fonseca. Por trás desse fato, que marca o fim da monarquia e o início do período republicano no Brasil, há muito mais que a atitude intempestiva de um militar.

A implantação do regime republicano resultou da confluência de interesses de diferentes grupos sociais. A mudança política foi impulsionada pelas novas condições econômicas e sociais que vinham em processo de consolidação, pressionando as instituições políticas para uma adequação às suas necessidades.

O processo de independência do Brasil havia garantido a preservação da instituição monárquica. Houve uma transferência de poder para o herdeiro da coroa portuguesa, que manteve as mesmas estruturas de governo do Brasil Colonial.

Entretanto, transcorrido mais de meio século, o País já não era o mesmo. Havia sofrido, especialmente após 1870, um acelerado processo de mudanças, que alteraram o panorama socioeconômico, trazendo novas exigências. A monarquia não foi capaz de acompanhar tal processo de “modernização” e chegou ao fim do século XIX como uma instituição anacrônica.
O conjunto das transformações vividas pelo Brasil na segunda metade do século XIX criava anseios não atendidos pelo governo de D. Pedro II. A economia cafeeira havia lançado no cenário político novas elites a disputar espaço com as tradicionais. Elas reivindicavam mais autonomia, em uma perspectiva federalista, para expandir seus negócios.

O crescimento impulsionado pela economia cafeeira estimulou o comércio, a criação de casas bancárias e outros serviços urbanos. Crescia a população das cidades e fortaleciam-se os setores médios na sociedade.

Estava preparado o cenário para ampla aceitação das ideias republicanas que, vez por outra, já haviam comparecido em movimentos sociais ao longo do período monárquico. Agora, essas ideias teriam chance de se concretizar.

Movimento Republicano

Em 1870, setores dissidentes do Partido Liberal lançaram o Manifesto Republicano. Era o início de um movimento que, durante quase duas décadas, defendeu a proposta de transformação do Brasil em uma república.

Depois deste, outros grupos surgiram, alcançando maior expressão o Partido Republicano Paulista (PRP), fundado em 1873, na Convenção de Itu. Em suas fileiras, reunia-se a elite cafeicultora paulista, grande impulsionadora das mudanças a que o País vinha assistindo. Nesse partido, defendia-se, com ênfase, a forma republicana federalista, já que a manutenção da estrutura centralizadora da monarquia seria um obstáculo para sua expansão.
A atividade dos republicanos incluiu intensa propaganda. Além de defenderem princípios doutrinários de exaltação à República e ao federalismo, publicavam panfletos e jornais nos quais criticavam o imperador – considerado velho, doente, ultrapassado – e, por meio dele, a própria instituição monárquica.

A fragilidade da monarquia

A monarquia, às vésperas da Proclamação da República, já dava nítidos sinais de esgotamento. Seus pilares de sustentação foram caindo, um após o outro.

A Constituição em vigor previa uma relação entre a Igreja e o Estado – o padroado – que reservava ao imperador, por exemplo, a possibilidade de escolher ocupantes de cargos eclesiásticos.

Por força de um movimento de fortalecimento disciplinar da instituição, de acordo com orientação do Vaticano, o bispo de Olinda proibiu a entrada de maçons na Igreja. Isso causou problemas com os meios políticos brasileiros, que tinham vários maçons entre seus membros. A prisão do bispo de Olinda, depois anistiado, e outras atitudes do governo acabaram por indispor fortemente a Igreja com o imperador.

A abolição dos escravos havia colocado um ponto final no processo de transformação da mão-de-obra, que vinha sendo encaminhado desde o fim do tráfico, incluindo a vinda de imigrantes. Mas foi também um ingrediente a mais para desestabilizar a monarquia, que, com essa medida, perdia o apoio da elite escravocrata.

As críticas ao imperador vinham também dos militares. As ideias republicanas haviam atingido o exército, associando-se, nessa corporação, à filosofia positivista, que teve intensa repercussão no meio militar. Destaca-se a participação de Benjamin Constant na difusão dessas ideias.
Embora houvesse monarquistas entre os oficiais, deve-se ressaltar que se vivia uma situação de grande descontentamento entre eles. Vitoriosos na Guerra do Paraguai, os militares julgavam serem merecedores de maiores recompensas e mais prestígio. Almejavam conquistar uma posição política cujo destaque deveria estar de acordo com a importância que atribuíam ao Exército.

Alguns incidentes acabaram por indispor definitivamente os militares com o imperador. Atritos relativos a postos e questões de rotina ganharam a imprensa e levaram à punição de alguns oficiais, o que inflamou os ânimos da corporação.

O imperador não tinha mais sustentação política. A monarquia estava isolada. Dos militares partiu o golpe de misericórdia para o desfecho final.

O golpe militar

Em meio a crises e os descontentamentos generalizados, militares e republicanos conspiravam. O golpe veio na madrugada do dia 15, tendo à frente o marechal Deodoro da Fonseca, que, embora não fosse republicano, gozava de grande prestígio junto ao exército.
O imperador, a princípio, não acreditou no sucesso do golpe, mas foi obrigado a partir para o exílio, na madrugada do dia seguinte. D. Pedro II rumou com sua família para a Europa, onde faleceu dois anos depois. Terminava a monarquia no Brasil.
Ainda no dia 15 de novembro, um manifesto comunicava ao País que um novo governo havia “decretado a deposição da dinastia imperial e consequentemente a extinção do sistema monárquico representativo”. Era o início da República.

Deodoro e alguns republicanos desfilaram nas ruas. Na palavra de Aristides Lobo, ministro do governo provisório, o povo “assistiu a tudo bestializado”. Talvez pressentindo que os caminhos da mudança política não incluíam alterações profundas na estrutura de poder...


1890 – É criado o Museu Paulista

O Museu Paulista da Universidade de São Paulo, conhecido como Museu do Ipiranga, foi inaugurado em 15 de novembro de 1890 em celebração à Proclamação da Independência.

 

A ideia de construir o edifício no local onde ocorreu o evento histórico, em 1822, data do mesmo período, porém, concretizou-se somente em 1884, quando o engenheiro e arquiteto Gaudenzio Bezzi foi convidado para realizar o projeto.

 

Construído no estilo neoclássico, por mão-de-obra em sua maioria estrangeira, o museu reúne mais de 125 mil objetos entre medalhas, moedas, mobília, quadros e esculturas. O acervo é tombadoa> pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacionala> (IPHAN).

 

Os primeiros jardins em torno do monumento foram implantados, de 1908 a 1909, pelo paisagista belga Arsenius Puttemans. Para a construção dos jardins, o arquiteto inspirou-se nos belos jardins barrocos franceses que contornavam o Palácio de Versailles.