31 de maio

  • Dia Internacional de Combate ao Fumo
  • Dia do Comissário de Bordo
Nascimento
Falecimento
Outros fatos


1491 – Nasce Inácio de Loyola

O jesuíta espanhol Inácio de Loyola nasceu em 31 de maio de 1491, na Espanha. Foi soldado, mestre em letras e fundador da Companhia de Jesus, uma das ferramentas utilizadas pela Igreja Católica para reagir aos avanços da fé protestante.

Eleito superior geral da entidade pela Congregação, passou a ser responsável pela Ordem dos Jesuítas. Enviou missionários para os continentes europeu e americano com o intuito de educar e evangelizar os povos estrangeiros.

Loyola morreu em 31 de julho de 1556, em Roma, Itália. Foi canonizado em 1622.


1809 — Morre Joseph Haydn

Franz Joseph Haydn nasceu em 1732, em Rohrau (Áustria). É um dos mais importantes compositores do período clássico. Inaugurou a “tríade clássica” da música erudita ocidental, seguido por Mozart, de quem foi amigo, e por Beethoven. É considerado “Pai da Sinfonia” e do quarteto de cordas.

Seus pais, observando o talento precoce do filho, permitiram que deixasse o lar aos seis anos, para iniciar seus estudos musicais, primeiramente em lições de violino e cravo. Dois anos mais tarde, foi convidado para integrar o coral da Catedral de São Estevão, em Viena, onde cantou por nove anos.

Em 1749, sem ter mais condições de cantar por causa da mudança da voz, começou sua carreira como músico independente, tocando órgão e violino, acompanhando outros músicos e dando aulas. Nesse período, escreveu seu primeiro quarteto de cordas e sua primeira ópera.

Em fins da década de 1750, já gozava de considerável reputação. Foi nomeado diretor musical de câmara e mestre de capela por influentes nobres da época, para quem ainda compunha peças musicais.

Com a morte de seu patrono em 1790, foi convidado para trabalhar em Londres, onde fez muito sucesso e compôs algumas de suas mais famosas obras, como as Sinfonias Salomon (ou Sinfonias de Londres).

Voltou para Viena em meio à sua fase mais produtiva como compositor. Morreu já plenamente consagrado, na mesma cidade, deixando vasta obra, que mescla elementos aristocráticos, populares e católicos.


1957 — Morre Benedito Calixto

Benedito Calixto de Jesus, pintor brasileiro, nasceu em Vila de Nossa Senhora de Conceição de Itanhaém, atual Itanhaém, litoral paulista. Desde criança já manifestava talento e dedicação ao desenho e às cores.

Ainda jovem passou a visitar a cidade de Brotas, no interior do Estado de São Paulo, e começou a ajudar seu tio na pintura e restauração de imagens sacras da cidade.

Quando participava da construção do Teatro Guarany, 1881, em Santos, sua carreira ganhou importante impulso. O visconde de Vergueiro inspecionava as obras e chamaram-lhe a atenção alguns “rabiscos” nas paredes. Decidiu patrocinar estudos internacionais para seu autor. Em janeiro de 1882, Benedito Calixto desembarcava em Paris, onde estudou com Jean François Rafaelli, William Bouguereau, Robert Fleury, Gustave Boulanger e Jules Lefevre. Antes de voltar ao Brasil ainda aprendeu a fotografar e também passou um tempo em Lisboa.

Uma vez de volta ao Brasil montou um ateliê em São Vicente. Marinhas, cenas históricas e religiosas, retratos e paisagens eram seus assuntos recorrentes.

Em 1885, assumiu a cadeira de Desenho do colégio Azurara.

Mudou-se para a capital em 1890, onde deixou obras nas igrejas da Consolação, Santa Ifigênia e de Santa Cecília; também nas catedrais de Ribeirão Preto, Amparo e Vitória (ES). Expôs no Rio de Janeiro, Belém (PA) e nos Estados Unidos. Em 1924 recebeu do papa Pio XI a Comenda da Ordem de São Silvestre.

Um de seus principais quadros, Inundação da Várzea do Carmo, está exposto no Museu do Ipiranga. Entre suas outras obras podemos destacar: Anchieta escrevendo na praia, Bartolomeu de Gusmão e Praia de São Vicente.

Também escreveu artigos e livros.

Faleceu em 31 de maio de 1927, em São Paulo.


1979 — Morre Djanira da Mota e Silva

A pintora e desenhista Djanira da Mota e Silva nasceu em 1914, em Avaré (São Paulo). Descendente de austríacos e de guaranis, quando criança foi morar na cidade catarinense de Porto União, só retornando a São Paulo na adolescência.

Aos 23 anos, contraiu tuberculose. Foi nesse momento que a artista executou seu primeiro trabalho: o desenho de Cristo crucificado.

Djanira sobreviveu à doença e mudou-se para o Rio de Janeiro. Em 1942, ela fez sua primeira aparição pública como pintora, expondo na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas-Artes. No ano posterior, a artista realizou sua primeira exposição individual de pinturas, na Associação Brasileira de Imprensa do Rio de Janeiro, e passou a viver exclusivamente da arte.

Em 1943 e 1944, no Salão Nacional de Belas Artes, Djanira foi premiada, respectivamente, com as medalhas de bronze e de prata. Ganhadora, em 1955, do Salão Cristo Negro, realizado no Rio de Janeiro, mereceu em 1958 uma primeira retrospectiva no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, apresentada em texto consagratório por Mário Pedrosa. A mesma retrospectiva foi levada a São Paulo, depois de ser mostrada em Munique, na Haus der Kunst. No mesmo ano, a pintora realizou, a convite do governador Carlos Lacerda, grande painel de azulejos no túnel Catumbi-Laranjeiras, no Rio de Janeiro (Santa Bárbara, 160 metros quadrados), ganhou o Prêmio Nacional Guggenheim e teve seu cartão de tapeçaria, Trabalhadores de Cacau, executado por Jean Lurçat, em Paris.

O desenho, nas pinturas de Djanira, é um elemento essencial, pois eram marcadas, sobretudo, pelas linhas, mais que pela cor. Essas características fizeram que Djanira fosse reconhecida como autêntica artista brasileira, porque interpretava de maneira singela e poética a paisagem nacional, seus habitantes e costumes.

Morreu em 1979, no Rio de Janeiro. Em 2000 foi inaugurado, na cidade de Avaré, o Centro Cultural Djanira da Motta, onde  foi homenageada por ser considerada a maior artista avareense de todos os tempos, e cujas telas ficaram mundialmente conhecidas por retratarem de forma genuína as cores do Brasil.


Dia Mundial Sem Tabaco

Todo ano, no dia 31 de maio, fumantes do mundo inteiro são convidados a não fumar. É o Dia Mundial SEM Tabaco. E qual a importância de se fazer um Dia Mundial sem Tabaco? Todos já não sabem que fumar faz mal? Que é um vício que, a longo prazo, pode causar a morte daquele que o possui? Que mesmo aqueles que não fumam, mas acabam aspirando a fumaça dos que o fazem podem desenvolver uma série de problemas de saúde?

Realmente, com tanta informação acerca desse hábito, é de se espantar que ainda haja tantos adeptos do tabaco. Por isso, mesmo que as últimas pesquisas realizadas no País apontem para uma queda do número de fumantes no Brasil, é sempre necessário lembrar o mal que isso causa às pessoas.

Há indícios de que o impacto da mídia e a influência de pais fumantes são alguns dos fatores que influenciam os jovens a se tornarem consumidores de cigarro. Por causa disso, a propaganda tabagista vêm sofrendo muitas restrições nos últimos anos. Alguns comerciais seduziam o consumidor com frases fortes, marcantes, que prendiam principalmente jovens e adolescentes: “Pelo menos alguma coisa nós temos em comum”, era uma das muitas frases associadas ao costume há alguns anos. O tabagismo já foi tido por alguns como “questão de bom senso” e ainda como “sucesso!”

O cigarro contém mais de 4 mil substâncias tóxicas em sua composição; várias delas, comprovadamente, cancerígenas. A nicotina é uma das de maior poder de vício.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o tabagismo a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Segundo a própria OMS, cerca de um terço da população mundial adulta são fumantes. No Brasil, 90% dos casos de câncer de pulmão estão associados ao consumo de tabaco e derivados, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Como se não bastasse o fato de esse ser um hábito caro e que conduz ao vício, o fumo é responsável por uma série de problemas de saúde, como arteriosclerose e enfisema pulmonar, além de câncer no pulmão, esôfago e boca. E isso considerando-se apenas nos males que podem afetar aqueles que fazem uso de tal hábito. Mas é bom lembrar que existem muitos que infelizmente não podem escolher não inalar a fumaça.

A absorção da fumaça do cigarro por aqueles que convivem em ambientes fechados com fumantes pode causar, em adultos não-fumantes, um risco até 30% maior de desenvolvimento de câncer de pulmão e até 24% maior de infarto do coração do que os não-fumantes que não se expõem. Tais condições são proporcionais ao tempo de exposição à fumaça, evidentemente.

Em crianças os efeitos também são graves. Há maior freqüência de resfriados e infecções do ouvido médio naquelas que convivem com adultos fumantes. O risco do desenvolvimento de doenças respiratórias como pneumonia e bronquites é maior nessas crianças do que naquelas que não convivem com fumantes.

Pesquisas indicam ainda que bebês que estão expostos a fumaça de cigarros correm cinco vezes mais risco de morrerem subitamente, sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil), além de terem maior possibilidade de desenvolverem doenças pulmonares até um ano de idade. Obviamente isso varia de acordo com o número de fumantes em casa de modo diretamente proporcional — quanto maior o número de fumantes, maior é o risco.

Quando pensamos no poder de vício do cigarro e na dificuldade que é abandonar um, é mais fácil compreender o número de fumantes que ainda existem no mundo, entretanto, é realmente motivo de espanto que tantos ainda iniciem esse hábito nos dias de hoje. Especialmente quando pensamos no número de jovens e adolescentes que se envolvem nesse costume. Talvez essa seja, na verdade, a maior razão para a realização de mobilizações como a do dia 31 de maio. Um dia ao ano pode não ser muito, mas já é um começo!